"Somos servos do Altíssmo, propagadores de uma mensagem que otempo não destruiu e nunca destruirá, nem as artimanhas do inimigo; a mensagem é que Jesus Cristo é o Senhor e reina soberano sobre as nossas vidas".

domingo, 31 de outubro de 2010

NO QUE CONSISTE O NOSSO CANTO. Por Liliane do Nascimento Consagrada da Com. Chagas de Amor

“Quereis cantar louvores a Deus? Sede vós mesmos o canto que ides cantar. Vós sereis o seu maior louvor, se viverdes santamente.”
Santo Agostinho
Sábio pensamento, este de Santo Agostinho. E é com ele que damos o ponta-pé inicial ao nosso Projeto CANTO NOVO, com uma nova roupagem, um novo foco, pois o Espírito Santo sempre tem algo inédito a nos revelar.
Podemos partilhar um pouco neste mês sobre a realidade em que se encontram nossos ministros de músicas nos dias de hoje. E devemos nos questionar:
No que consiste o nosso canto?
Sempre digo que o ministro de música vive como em uma corda bamba, a todo o momento buscando se manter firme na meta de não cair, ou seja, de não se deixar levar pelas vaidades. É uma luta constante que só terminará no céu. Aleluia!
Infelizmente, parece que se perdeu a essência do servir. Nos deixamos levar pela rotina e colocamos de lado a espiritualidade, para cumprir “obrigações” de estar sempre no mesmo lugar, fazendo as mesmas coisas.
Isso precisa mudar, pois antes de FAZER, nós SOMOS, antes de desempenharmos um ministério, tivemos uma experiência pessoal com o Amor de Deus. Ele nos chamou, nos confiou um ministério que é nossa rede para pescar almas, como nos diz o Senhor :
“Vinde após mim e vos farei pescadores de homens.” (Mt. 4, 19).
Mas, é imprescindível para uma boa pescaria que as redes estejam fortes e sem danos. Por isso o Senhor nos convida a ir além, a dar um passo a mais. O de realmente nos decidir a viver o que cantamos, o que pregamos, em atos concretos. Nós não podemos estar dependentes do microfone ou de um instrumento para evangelizarmos, ou seja, necessitamos viver a autenticidade do Evangelho que consiste unicamente em amor, em amar. É o amor que marca cada parágrafo da Boa Nova, cada milagre de Jesus, todo o seu ministério e especialmente Sua morte de Cruz. Como nos ensina Santa Terezinha:
“O Amor é o ponto de partida para tudo!”.
O Amor tem que ser o ponto de partida do nosso servir, só assim ele será eficaz. Do contrário, é somente vazio, aparências, não tem alicerce, não finca raízes.
Precisamos entoar com nossas vozes o amor perfeito de Jesus, cantar o mais alto que pudermos que é esse amor louco, cravado num madeiro que cura e que salva, independente de quem canta ou de quem toca, pois o Amor de Deus não se condiciona a essas pequenas coisas, ele é muito maior. O Amor pode transformar tudo!
Temos que assumir de uma vez por todas nossos lugares de servos, nos colocarmos no último lugar e na humildade nos reconhecermos pequenos e dependentes da graça de Deus, buscando a santidade e nos tornando homens e mulheres orantes. Assim como nos afirma o CIC no nº. 2559:
“A humildade é o fundamento da oração. A humildade é a disposição para receber gratuitamente o dom da oração; o homem é um mendigo de Deus”.
Quando olharmos a nossa volta e começarmos a enxergar o sofrimento do próximo, indo ao seu encontro e direcionarmos o nosso servir neste intuito, tudo terá mais sentido e o primeiro passo será dado rumo à santidade, a vida eterna que compensará todos os sofrimentos desta terra.
Sigamos o exemplo de nossa querida Santa Terezinha do Menino Jesus:
“A santidade não está em tal ou tal prática; consiste numa disposição do coração que nos torna humildes e pequenos nos braços de Deus, conscientes de nossa fraqueza e confiantes até audácia em sua bondade de Pai”.
E que esse possa ser o nosso único desejo, sermos verdadeiros mendigos de Deus, que nada tem, nada são, senão no Senhor, que nos envolve em sua infinita misericórdia. Simples servos que somente almejam agradar o seu Senhor e fazer com que ele seja amado por todos, fazendo de nossas vidas o mais bonito e agradável louvor.
Que o nosso canto seja renovado nesta Páscoa para que junto com Jesus nossas vidas renasçam para o novo de Deus. Um abraço fraterno!
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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

DICAS PRÁTICAS PARA O MÚSICO. Por Fábio Roniel, marido da cantora Eliana Ribeiro e consagrado da Canção Nova

Quando o músico erra

A vaidade é uma coisa que existe na maioria dos músicos e se ela não for bem trabalhada pode atrapalhar seu ministério. Quando um músico erra, a tendência naqueles que são menos experientes é de fazer cara feia, parar de tocar e coisas do tipo.

Uma dica na hora do erro é de passar por ele como se nada tivesse acontecido, sem ter nenhuma reação diferente, para que não se evidencie o erro.

Dica para o baterista

Nesses meus dez anos de música na Canção Nova, percebo que na música católica os bateristas iniciantes, muitas vezes, querem colocar em uma só música tudo aquilo que aprenderam ou estão estudando. Isto prejudica muito o ministério, porque evidencia o baterista e desvia a atenção do povo da mensagem que está sendo passada.

Outra coisa é que o caminho não é este. Se você estiver querendo demonstrar também o seu profissionalismo, faça o "feijão com arroz" bem feito, que aqueles mais experientes na música vão perceber a sua capacidade e maturidade musical.

Dica para o baixista

Uma dica importante para os baixistas é de sempre lembrar de que ele não é o guitarrista. Por que eu falo isto? Porque já vi muitos baixistas que têm tendência em ficar solando e improvisando nas músicas.

Realmente há momentos que cabem estas coisas, mas uma constância exagerada a banda acaba ficando sem chão e o baterista fica sozinho. Por isso, é preciso ter muita atenção e saber a hora certa de colocar os improvisos principalmente na região aguda.

Para o Ministério de Música

Uma dica importante que eu gostaria de dar para os ministérios de música é que todos têm que ter consciência de grupo. E o que seria basicamente esta consciência?

Cada um estar atento em não chocar com os outros músicos com acordes uns diferentes dos outros. Outra coisa importante é não atropelar o outro músico, como dois músicos solarem ou improvisarem ao mesmo tempo, sendo que isso também faz com que a música fique sem base harmônica.

Então, muita atenção para esta consciência de grupo.

Fonte: Fábio Roniel
Ministério de Música Canção Nova
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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

QUAIS AS MINHAS PRIORIDADES? Por Alan Costa da RCC da Arquidiocese de Vitória - ES


Tantos ministérios e bandas têm se perdido por não saberem definir suas prioridades. Qualquer área de nossa vida sem prioridade desanda. Vivem sem prioridades é viver sem disciplina. Uma vida sem a disciplina trazida pela priorização, corre sério risco de ser vivida erradamente, onde investimos tempo naquilo que não edifica e não irá nos trazer o retorno esperado. O assunto tende a piorar quando o trazemos à ótica do serviço a Deus. Um dos serviços dentro da Renovação Carismática Católica é feito pelos Ministros de Música. Fiz questão de classificá-los assim, pois ser um Ministro é muito mais que ser um simples músico. Classificar alguém que foi separado pelo próprio Deus apenas pelo seu dom técnico, é subestimar esta escolha, tornando-a apenas um “servicinho” ou um “passa tempo” e não um ministério. Para priorizar algo eu preciso, antes de qualquer coisa, entender a real importância de cada uma das coisas com as quais tenho convivido diariamente. Sem esta classificação é impossível qualquer atitude de priorização.
Tantos irmãos ministros de música têm se gastado em prol de objetivos tão vazios que fica nítido que ali faltou formação e consequentemente prioridades. Tantos ministros de música têm feito de seus CDs, composições e shows seu maior tesouro e marca registrada. Tantos “ministérios” têm usado com má fé a imagem da RCC e também da Igreja de Cristo com objetivos egoístas de crescimento próprio e até mesmo de enriquecimento material. O Grupo de Oração deixou de ser prioridade na vida de muitos irmãos chamados ao Ministério de Música. Muitos ministérios nascem com o total apoio operacional, financeiro, formacional e principalmente espiritual de um Grupo de Oração e consequentemente da Renovação Carismática Católica, pois não há como falar de Grupo de Oração sem falar de RCC, ainda mais que não existe RCC sem Grupo de Oração! E depois de nascerem com total apoio da RCC, através de sua célula mais viva e importante que é o Grupo de Oração, estes ministérios simplesmente debandam e renegam todas as raízes, deixando os grupos sedentos e sem música. Uma das faces mais chamativas da RCC é sem dúvidas a música. Arrisco-me a dizer que a música tem sido uma face de queda para muitos grupos também, devido a atitude mesquinha e egoísta de alguns irmãos que não aprenderam o básico: a traçar suas prioridades.
Qual seria a prioridade de um músico, que serve a Deus dentro de um Grupo de Oração? A resposta é: a prioridade do músico deve ser o Grupo de Oração e tudo que o cerca, como: vida de oração, Eucaristia, obediência e amor à Santa Mão Igreja Católica Apostólica Romana, vivência sacramental, amor à Palavra e Deus e por aí vai. Se um servo de Deus não vive sobre estes pilares, ou seja, se ele vive fora do grupo de oração, sinceramente este servo não pode dizer ou usufruir da imagem da RCC pois isso seria agir de má fé. É muito fácil um ministério de música crescer dentro de um grupo de oração e depois, simplesmente abandonar tal grupo sem antes ter formado pessoas para os substituírem. Os músicos se vão e com eles se vai parte da “vitrine” de um grupo de oração que é a musicalidade inspirada pelo Espírito Santo. Não estou afirmando que um grupo de oração irá acabar se não tiver música. Um grupo só acaba se Deus assim o quiser. Porém os ministérios de música que têm “crescido” e abandonado os grupos de oração nem sempre o fazem por vontade de Deus, pois o Senhor não descobre um santo pra cobrir outro. O que tem acontecido com frequência é a total falta de prioridade que leva a uma maior falta ainda de comprometimento por parte destes ministros, que colocam tantas outras coisas e situações na frente dos planos de Deus e que acabam se perdendo por completo. Vejo muitos ministérios gravando seus CDs, evangelizando fora de suas dioceses, alçando voos cada vez mais altos, porém nem todos sabem lidar com isso. Tudo isso é importante e deve ser buscado e priorizado pelo ministério de música, porém em seu devido lugar: sempre atrás dos planos de Deus e nunca na frente! E o maior plano de Deus para a RCC é que os Grupos de Oração tornem-se local de um novo e perene Pentecostes em cada uma das reuniões de oração! E o Ministério de Música é parte integrante disso! Se a prioridade do ministro de música não for ser um instrumento poderoso nas mãos de Deus, então as prioridades precisam ser revisadas com certeza. Tantos ministros de música tornaram-se meros músicos e nem têm mais frequentado seus grupos de oração com o pretexto de que têm tido muitas missões. Missões em nome de quem? Enviadas por quem? Como alguém que não comunga da espiritualidade da RCC pode sair por aí falando em nome da RCC? A isso dá-se o nome de desobediência.
Portanto, amigos ministros de música, está na hora de assumirmos nosso posto de escolhidos de Deus e deixarmos de inventar pretextos para fugir dos planos deste mesmo Deus. Chega de vivermos à margem daquilo que nos ensina a RCC. Chega de priorizarmos tantas outras coisas fora do plano de Deus para nós. Chega de imitarmos tantos músicos que se dizem de Deus e em nome desta falsa evangelização passam meses sem a Santa Eucaristia, semanas e mais semanas mergulhados em turnês onde o único objetivo é mostrar suas técnicas. A técnica sozinha não salva ninguém. O que salva é a comunhão divina entre técnica e unção. Isso sim transforma o músico em Ministro de Deus, apto a evangelizar não com seu som, mais com sua vida! Por isso sonhe bastante em seu ministério, mais antes permita que os sonhos de Deus sejam sonhados também por vocês. E o sonho de Deus é que o Espírito Santo se espalhe por todo o mundo fazendo com que Jesus Cristo seja amado, adorado e conhecido! Não se deixe enganar! Volte para seu grupo de oração enquanto há tempo!

Paz e bem!

Alan Cota.
Conselheiro Arquidiocesano da RCC de Vitória-ES
Padrinho do Ministério de Música Arquidiocesano.

ENCERRAMENTO DA SEMANA DA JUVENTUDE NA PARÓQUIA SANTA JOANA D´ARC E INSCRIÇÕES DO XI RETIRO DA ORE


Olá queridos e queridas!
Ontem, dia 24 de outubro, encerrou a Semana da Juventude da Paróquia Santa Joana Dárc, onde os jovens vivenciaram momentos maravilhosos proporcionados pela COPAJU - Coordenação Paroquial de Juventude.
Os jovens tiveram palestras, adoração louvor, show, debate, dentro outros acontecimentos.
O encerramento de seu com uma Missa campal na Praça da Telemar, com o trio elétrico Som Bahia. E o ministério ORE esteva à frente dos canticos da missa que foi uma benção. Confira nas fotos no link abaixo:


No mesmo dia, após a Santa Missa, ocorreram as incrições do XI Retiro ORE, ano 2011.
A fila estava enorme, eram inúmeros jovens das paróquias de Santa Joana, São Paulo e Perpétuo Socorro, que foram garantir a sua vaga no Retiro.
Confira no link abaixo a foto dos jovens presente na fila e do ato das inscrições:
CLIQUE AQUI!!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

É MÚSICA OU INSULTO! Por Padre Fábio de Melo



Eu ando meio inconformado com algumas coisas. É que a modernidade tem trazido mudanças para o comportamento humano que eu creio merecer reflexão. Veja bem você, que uma das principais delas está muito ligada ao mundo da linguagem. Prova disso é o fato de seus pais não entenderem grande parte das expressões que são cotidianas e corriqueiras pra você.
Em outros tempos, quando os poetas e compositores queriam enaltecer as virtudes femininas eles cantavam assim: “Tu és divina e graciosa, estátua majestosa, do amor por Deus esculturada”.
Bela forma de se fazer um elogio a uma mulher, não é mesmo? Pois bem, nos dias de hoje as coisas andam mudadas. Para se falar das mulheres, os compositores que ganham a mídia estão recorrendo ao mundo animal. Cachorra foi o termo que prevaleceu no ano passado. E agora, neste ano viraram éguas. Isto mesmo. Esta é a metáfora que se canta e que se escuta por aí.
Vale a pena pensar!
Eu não sei o que você pensa sobre isso, mas gostaria que você me desse um minuto para eu tentar lhe dizer um pouco do quanto eu tenho ficado indignado com tudo isso. É que na verdade, este lixo musical, que andam vomitando em nossos ouvidos, acaba se configurando como uma afronta ao nosso bom gosto.
Não importa qual seja o seu gosto musical, não se trata disso, mas sim da intenção que esse produto tem ao ser entregue para o consumo.
Numa época em que as mulheres comemoram tantas vitórias, nascidas de corajosas lutas contras as estruturas machistas em que o mundo está solidificado, aparece esta contra-cultura que insiste em banalizar a dignidade humana feminina, comparando-a e rebaixando-a a condição de um animal irracional. É a declarada objetificação do corpo, que reduz a mulher a um bichinho de estimação que está sempre disposto a satisfazer as vontades de seus donos.
Eu não sei o que deveria envergonhar-nos mais, o compositor que oferece-nos considerável pérola, ou o consumidor que prestigia tal iniciativa.
Eu sei que você está absorvido pelas novidades desse tempo. E é bom que esteja. Existem muitas riquezas por aí, mas eu creio que valeria à pena você ficar de olhos bem abertos quando você notar que a cultura oferecida a você estiver subestimando a sua inteligência, ou desconsiderando o seu valor como ser humano.
Ninguém merece ser chamado assim! Não é possível que você seja capaz de trocar os versos com que comecei esta conversa, por estas expressões chulas, tais como: “Minha cadelinha ou minha eguinha pocotó!”.
O que queremos é beleza!
Creio que valeria à pena pensar o por quê deste estilo musical crescer tanto nos dias de hoje. Será que perdemos o referencial do bom gosto e do bom senso? Não podemos negar: o Brasil produz a melhor música do mundo, mas também produz a pior. Os grandes compositores e intérpretes ainda amargam o dissabor de não terem espaço na mídia e de não serem tocados nas rádios. A conseqüência disto é o processo de total desconhecimento de uma fina produção musical que o Brasil tem e que jamais poderá conhecer. Basta andar por este país e verão as riquezas regionais que jamais ganharam espaço no cenário nacional. Quem sai perdendo é a cultura, é a sensibilidade humana que deixa de provar belezas raras que nunca serão descobertas porque estão massacradas pelo poder das patas das éguas e pelos latidos das cachorras.
Mas você pode ajudar a mudar este quadro. Esta péssima produção musical cresce justamente porque existem milhões de consumidores ávidos por este tipo de contra cultura. Não comprar, não ouvir e não divulgar é uma forma de exigir respeito à nossa inteligência e ao nosso desejo sincero de beleza.
Você merece respeito. É só exigir!

pe. Fábio de Melo, scj
Cantor, compositor e escritor
www.fabiodemelo.com.br

terça-feira, 19 de outubro de 2010

O PODER DA MÚSICA! Por Frei Jonas, vocalista do Ministério ORE

"O transformar-se em música da Palavra é por um lado encarnação, um atrair a si forças pré-racionais e metarracionais, que se tornam também sensíveis; o atrair a si o som escondido da criação, o descobrir o canto que repousa no fundo das coisas. Mas assim este mesmo transformar-se em música é já também tornar-se movimento: não é só encarnação da Palavra, mas ao mesmo tempo, espiritualização da carne. A madeira e o metal tornam-se som, o inconsciente e o indistinto tornam-se sonoridade harmoniosa, repleta de significado" (Ratzinger J., Cantate al Signore un canto nuovo, Jaca Book 1996, p.148).
É com estas palavras de Sua Santidade Papa Bento XVI, que inicio meu primeiro artigo para este blog. Na realidade sempre quis escrever, mas ainda não tinha me colocado em oração para que isso acontecesse e fossem palavras de edificação para a vida do ministeriados de música.
O trabalho de um músico se assemelha muito ao de um escultor que transforma a pedra bruta em peça de beleza grandioso, percebível pelos olhos carnais e pelos olhos espirituais. A música tem este mesmo processo onde a letra, em forma de texto, passa por um processo de ajustamento tanto na escrita (gramática), como na forma apresentacional, esteticamente ou sonoricamente falando.
É um processo onde as mãos e razão humanas são insuficientes, pois o homem constrói o palpável que na maioria das vezes absorve o próprio palpável e o batível; quando se tratam de atingir esferas extra-corpóreas, dimensões além humanas, que ultrapassam o pensar, que por mais que se esforce para ultrapassar não se é conseguido. Aí é que entra a ação de Deus que coloca a sua destra sobre a mão humana, num envolvimento que se faz um processo de união e nesta hora o homem se faz co-criador também, pois o resultado final é um produto que surge das mãos do homem, mas, enraizado no coração chagado de Jesus Cristo.
A música é a mais alta compreensão do que é o homem e seu papel fundamental no meio da humanidade. É deixar que Deus passeie com leveza numa vida que é e não é parte de sua constituição.
Musicar a vida é querer aliviar vida, pois transporta minúsculos ao grandioso universo do prazer total, onde as dores passam a não ser e o ser passa a existir a na sua maior potência; a vida se refaz e as forças tornam seu vigor inicial e apartir de então se passa a crer que se pode ser feliz e acima de tudo: ser de Deus!!!
Por Frei Jonas Dias, vocalista da banda ore.