"Somos servos do Altíssmo, propagadores de uma mensagem que otempo não destruiu e nunca destruirá, nem as artimanhas do inimigo; a mensagem é que Jesus Cristo é o Senhor e reina soberano sobre as nossas vidas".
Mostrando postagens com marcador musica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador musica. Mostrar todas as postagens

sábado, 26 de fevereiro de 2011

MUSICOS ESTACIONADOS


Deus quando toma uma decisão Ele não brinca ou fica em cima do muro como nós, por isso se você recebeu o chamado para servi-lo, seja na música ou em outro ministério acredite: é pra valer! Deus vai te capacitar e te dar tudo o que for necessário para que você cumpra BEM a missão.
Lembro que certa vez liguei para um irmão chamando-o para cantar comigo em uma missa e então ele disse:
“Ah irmão… vc sabe como está minha situação… EU ESTOU PARADO… não estou mais cantando no grupo de oração e até mesmo na missa raramente apareço… nem m e considero mais músico…”
E eu (insistente como sou) repliquei: “Mas irmão, como você me fala uma coisa dessas? Vc pode até estar passando por um momento difícil, mas não diga isso. NÃO DIGA QUE NÃO É MÚSICO E QUE SEU MINISTÉRIO ACABOU, porque Deus age através de você. Esse é o ministério que Deus lhe confiou, é um DOM que Ele te deu..”
Bom, acabei não ganhando a discussão, porque de fato ele não aceitou o meu convite e estava super-desanimado. Mas também pudera, eu entendia e respeitei sua decisão. Eu acompanhei bem de perto sua caminhada. Era um irmão dedicado, realmente de Deus. Ativo na comunidade e estava presente em tudo o que podia. Chegou fazer parte de uma comunidade de aliança e tudo caminhava bem. Claro que existiam muitos ventos contras e as provações eram cada vez maiores, mas mesmo assim ele (e seus irmãos) perseveravam na caminhada. Até que aconteceram muitas coisas e resumindo a Comunidade se desfez, ele saiu do grupo e consequentemente houve um rompimento de suas atividades. Aliás, não apenas de sua parte, mas de vários integrantes… vários mesmo, que inclusive hoje estão afetados. Alguns já erguidos, outros se erguendo e infelizmente alguns ainda à se levantar. (E com fé em Deus haverão de superar).
Com essa introdução eu quero dizer o seguinte: muitas vezes nós músicos usamos essa expressão: “Estou parado, não estou mais tocando, cantando…”
Meus irmãos, eu faço um apelo agora: não diga mais isso, que está parado, pois aquilo que Deus nos confiou é para valer. Na realidade também não sei explicar como deveríamos dizer quando não estamos exercendo o nosso ministério, mas o fato é que passamos por momentos de deserto, por momentos de silêncio e pelas mais diferentes experiências e tudo o que não podemos fazer é PARAR. Porque quando paramos de fato, esfriamos. E aí é difícil retomar, é difícil recomeçar, pois conhecemos um outro lado da história, onde já não temos obrigações, mas simplesmente confortos e prazeres, chegando até mesmo a pensar que “é melhor assim, longe da igreja…”
Nunca será melhor ficar longe da igreja! Pois a Igreja é o corpo místico de Cristo e não podemos ficar afastados.
Preciso ser bem transparente com vocês, pois esses pensamentos também me visitam, onde me coloco em dúvidas se de fato estou exercendo o meu ministério.
Por que digo isso? Porque alguns meses atrás eu (e meus irmãos) experimentamos uma dor muito grande e forte, que inclusive nos afeta hoje: o término do nosso grupo de oração. Só Deus sabe o que vivemos e o que passamos. Mas o pior é você terminar algo querendo continuar…. não estou me fazendo de vítimas, pois quem sabe a história sabe do que estou falando. Mas praticamente fomos forçados a encerrar nossas atividades. Foi muito dolorido e ainda é, mas acreditamos na Palavra que diz “tudo concorre para o bem daqueles que amam o Senhor”.
Então quando tudo isso aconteceu fiquei me perguntando: “E agora como vai ser? Como vou servir o Senhor e onde vou exercer o meu ministério? Onde vou tocar e cantar? Pois são as coisas que mais me apaixonei no exercício de servir a Deus…”
Contei com a presença forte e consoladora de minha esposa que sempre me apoiou e me deu forças dizendo: “Calma, Deus sabe tudo… Ele sabe o que é melhor pra nós”
Eu me sentia como um desempregado e que precisa sustentar uma família. Eu queria resolver as coisas rápido e inclusive pensei sobre esse site “Oficina da Música Católica”, no qual cuido com tanto carinho. Pensei: “serei um hipócrita em falar de servir na igreja se agora nem eu estou cantando mais… como vou falar de música se não toco mais o meu violão?…”
Como eu disse acima Deus não brinca e se nos chamou é para valer, por isso tenho aguardado em paz, mas atento, pois Deus sempre fala. E o mais incrível e maravilhoso é que após essa enchurrada de acontecimentos o meu site passou a ser mais acessado. Tenho recebido o triplo de emails que recebia. Estou sendo convidado para pregar em muitos lugares e justamente para falar aos ministérios de música. E sendo bem sincero acabo questionando o Senhor dizendo: “mas Senhor, justo agora o Senhor me chama? Não seria melhor eu me acertar primeiro? Me firmar em um ministério e na comunidade?” Mas a certeza que chega ao meu coração é que todos esses chamados são respostas do Senhor, como que dizendo: “Veja, o seu ministério não acabou. Quem disse que acabou? Foram homens? Eu o Senhor não disse isso, por isso continue… continue a evangelizar… tudo ao seu devido tempo…”
E isso me conforta muito porque lembro da Palavra que diz: “existe um tempo pra cada coisa (Ecl 3)”
E assim tem sido irmãos… vou caminhando, pois se o Senhor colocou essa certeza no meu coração então devo continuar. Continuar evangelizando na certeza que não estou sendo hipócrita, muito pelo contrário, procuro dar à vocês alguma ajuda, qualquer dica, tudo o que eu puder colaborar, pois “de graças recebestes, de graças dai…”
Você pode até estar estacionado, mas não parado, pois são coisas bem distintas. Existe uma grande diferença nisso. Estar estacionado é estar por algum tempo, mas existe uma certeza de recomeçar. Estar parado e sinônimo de abandonar, de não querer mais. E olha só: quem se apaixona pelo Senhor de verdade não pensa em abandonar tudo, pois “um verdadeiro adorador não volta atrás”, como nos diz o padre Roberto da Toca de Assis.
Se alguém me pergunta o que estou fazendo na igreja eu digo: “estou caminhando irmão… devagarzinho, mas eu vou…”
Vamos caminhando na graça, pois o apóstolo Paulo também nos ensinou isso: “Só a graça de Deus já nos basta…”
E quero terminar dizendo a vocês o mesmo que tenho ouvido do Senhor a cada dia:
“O seu ministério não acabou. Quem disse que acabou? Foram homens? Eu o Senhor não disse isso, por isso continue… continue a evangelizar… tudo ao seu devido tempo…”
Eu Jorge, não posso lhe dizer quanto tempo vai demorar essas turbulências, mas posso dizer uma coisa: fomos escolhidos e somos amados. Não somos melhores que ninguém, mas se Deus nos escolheu é preciso ir até o fim… porque vale a pena!



Site oficial

sábado, 15 de janeiro de 2011

O CRESCIMENTO DA MÚSICA CATÓLICA!

Observando o músico católico A música católica cresceu, tem sido solicitada em shows e eventos seculares. O exemplo disso é a presença de bandas e solistas católicos nas festas de padroeiros, feiras agropecuárias, aniversário das cidades, teatros etc. Logo, a responsabilidade também é grande com o que e como se toca, canta, prega e o cuidado e capricho quando se executa com unção e qualidade ambas as coisas. Muitas bandas e ministérios fazem eventos nas paróquias e comunidades.
A qualidade, portanto, não deve ser diferente, afinal estamos falando da Música católica e onde pudermos levar a mensagem quando fomos solicitados, melhor será para a evangelização. Quanto mais se acredita naquilo que se faz, mais longe se chega... Falar da disciplina seria até redundante, visto que em outras edições já foi colocado, mas vale relembrar que é necessário um bom senso para cantar e tocar em uma celebração. E o mesmo se estende para shows e encontros. Há de se ter um comportamento adequado e respeito para com os companheiros de missão, há de se ter cuidado para se vestir adequadamente e por aí vai. Vou procurar abordar sobre os shows e também sobre a música de nossas comunidades, entretanto observando como os pregadores, cantores, músicos atuam quando estão exercendo seu ministério.
O músico – A execução do instrumentista deve ser clara e precisa. É importante que todos os músicos tenham em mãos o repertório - de preferência com grande antecedência - para que estejam entrosados, não haja improvisos, desencontros e notas diferentes entre eles, para isso é imprescindível ensaios. -Quem deve dirigir o ensaio?! – A Banda sempre tem alguém que responde por ela, um dos músicos ou alguém que canta. Este deve saber dialogar com todos, ter boa integração, não tratar ninguém com diferenças, ou indiferença. Deve ser ativo e criativo. Ter boas idéias e levá-las adiante. Na escolha do repertório procurar e cuidar para não ficar apenas com um estilo de música. Faça também vir à tona os frutos da oração, trazendo novas canções, composições para a alegria do nosso povo.
É belo de se ver quando os músicos estão concentrados naquilo que tocam, quando sentem a música e como expressam isso também através de seu corpo e face. Acreditem, muitas pessoas observam os músicos. Ver um mascando chiclete, com postura curvada, sem vontade, é triste! O ministro de música: Na maioria das vezes, as bandas possuem um ou dois que tenham mais facilidade de verbalização, é desenvolto, sabe colocar as palavras para ministrar durante uma canção, esse pode ser também o próprio cantor do grupo. Essa pessoa deverá ter consciência na hora de falar e calar, hora de ministrar e hora de apenas silenciar. É importantíssimo que o ministro de música, não fique apenas repetindo frases iguais o tempo todo ou mudando de tom ao falar. Que não grite, pois isso assusta algumas pessoas. Há momento para louvar, adorar, momentos de contemplar e o ministro deve estar atento a não agir pela empolgação e esquecer que está em comunhão com várias outras pessoas.
O sorriso, os gestos, a acolhida do ministro de música é essencial para levar as pessoas a se integrarem. O pregador: Claramente, o pregador é um formador de opiniões. Quando ele toma o microfone nas mãos, saberá que muitos ali o ouvirão e pode dar passos para mudanças em suas condutas, por isso, muito cuidado e carinho quando for pregar. Se você for convidado a pregar, estude sobre o tema, se aprofunde, leia! Importante é que o pregador seja autentico, não fale algo e saia do palco e faça outra contraditória. Após sua pregação muitas pessoas podem lhe procurar, atende-las é uma maneira de dar continuidade à pregação. Não vire as costas, acolha! Não perca de vista o objetivo que lhe fez um pregador da palavra de Deus.
O discurso deve ser coerente, consciente, nunca fora da realidade ou alienado. Desejo que não seja apenas uma utopia os párocos procurarem dar a seus jovens uma ajuda para que eles pudessem fazer aulas de canto, instrumento, ter catequese e formação de ministros e pregadores. Atualmente estive em uma paróquia, onde observei que o pároco trocou todas as caixas de som, comprou instrumentos novos para os músicos e a paróquia disponibiliza certa quantia para que os grupos façam aulas há cursos de formação para os cantores, músicos e pregadores. É possível, ousemos dar passos para que cada dia mais nossa música chegue a mais e mais pessoas, com coerência, autenticidade e qualidade!

Extraído do site portalcatolico.org.br

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O PERFIL DO MINISTRO DE MÚSICA!


"... tenha visto um filho de Jessé, o belemita, que sabe tocar e é um valente guerreiro, fala bem, e é de bela aparência e Iahweh está com ele". (I Sm 16, 18)

O ministro de música, antes de tudo, deve ser um homem de Deus. Deve ter uma vida reconciliada com Deus e os homens em vista da missão dada por Ele mesmo: evangelizar com a arte musical. Deve ser como Davi, que além de tocar era um valente guerreiro que falava bem e de boa aparência, no entanto o mais importante era que o SENHOR estava com ele: ele era um homem de Deus.

quando se fala de perfil do ministro, está se falando do pensamento do ideal para o serviço, que se constrói na vida cotidiana. Assim, enumeramos o que vem a ser luz e motivação diante do que Deus quer realizar:

1- Silêncio

"... um tempo para falar e um tempo para calar". (Eclo 3,7)

O ministro de música precisa valorizar devidamente o silêncio dentro do seu ministério, sabendo discernir quando e como fazê-lo, este momento não deve ser infecundo, mas fecundo, pois é exatamente neste silêncio que Deus o visita e irriga a semente que Ele plantou; a postura adequada é de escuta e acolhimento ao que Ele plantou, a postura adequada é de escuta e acolhimento ao que Ele tem para dar.

É importante o silêncio no ministério, mas também é importante o silêncio do ministro de música, é sobretudo o próprio ministro que deve saber o tempo de calar e o tempo de ação, canto, evangelização.

Muitas experiências com Deus se dão no silêncio que se faz em Sua Presença e Majestade, vemos então a importância do silêncio, pois se há experiência há testemunho, e qual seria o sentido de ministrar música se não sou testemunha? Se no meu canto não há verdadeira evangelização? Tudo parte do meu silêncio orante diante de Deus e então começa a verdadeira missão, fundamentada na Vontade de Deus.

2- Obediência

"Eu sou a serva do Senhor: faça-se em mim segundo a tua palavra".(Lc 1,38)

Os que por Deus são chamados a serem ministros de música recebem com este chamado graças que o capacitam a corresponder esse chamado, dentre elas a obediência.

O que é a obediência do ministro de música senão fazer a vontade de Deus? Um músico eleito não faz mais a sua vontade, mas a de Deus, a não ser que sua vontade coincida com a de Deus... Mas sabemos que nem sempre é assim, então Deus nos concede a graça para que se possa ser fiel a Ele.

Na verdade não existe ministro de música não obediente, pois ser ministro de música não é uma escolha do músico, mas de Deus, e se o músico diz Sim ele correspondeu ao chamado Divino, em outras palavras: obedeceu.

A primeira pessoa a quem o ministro de música deve obediência é a Deus. As pessoas que devemos obedecer são na verdade, Mediadores da autoridade concedida por Deus. Devemos obediência as nossas autoridades, não por elas mesmas, mas porque a elas foi dada a missão de representarem a Deus.

O músico deve ser atento a sua vivência da obediência, pois Deus lhe chama constantemente a obediência para ser feliz, na oração pessoal, na leitura de Sua Palavra, na eucaristia ou através da mediação das autoridades constituídas por Ele, de uma maneira muito especial, as autoridades eclesiásticas, mas também o coordenador do ministério, por exemplo.

A obediência é uma grande fonte de bênçãos, eficaz instrumento que o Senhor utiliza para purificar a nossa vontade nos tornando livres para seguir Jesus Cristo. (cf. ECCSh 131).

a eficácia de uma evangelização depende totalmente da obediência, sem a obediência tocar ou cantar será em vão, de nada valerá..., pelo menos para nós, embora parcialmente edifique os outros.

3- Profissionalização

Além de uma necessidade e de ser vontade de Deus, a profissionalização é uma fonte de eficiência diante do empenho que é exigido no serviço, não deixando, de exigir um empenho próprio para conquistá-la, com entusiasmo e perseverança. É muito importante ressaltar que ela está abaixo do amor a Deus, não pode ser prioridade quando não há vida concreta de oração, pois será um simples sinal deste amor.

Na velha batalha entre a vida espiritual do ministro e o seu desejo de progresso, no tocar ou no canto, que só será verdadeiro se for fruto do progresso interior, pode-se dizer que profissionalizar-se é viver um dos aspectos necessários no cumprimento da missão própria do ministro de música, afinal Deus fará na humanidade do servo a aptidão natural aperfeiçoada pelo conhecimento, estudo técnico, cuidados básicos com os devidos instrumentos utilizados, desde a bateria até as cordas vocais.

Haja, contudo, um cuidado quando se busca a técnica, com a influência de instrutores(as) de música que tenham, além de uma visão, uma vida ou ideologia não evangélica, especialmente na área específica da qual estamos tratando. Isto para que não haja quebra de uma reta intenção do coração, muito menos a direção que deve tomar o ministro no seu serviço. Se a técnica é instrumento de desvio, melhor seria operar a graça na "fraqueza" do servo. Ser um profissional no Reino pede uma maturidade e uma abertura para que Deus continue sendo o centro das opções e da vida do músico.

4- Humildade

O humilde, pousa os olhos no Senhor: "Tu sois Santo, Tu sois Altíssimo." Sabe que por si só nada tem e nada é; reconhece imediatamente o bem que em si existe e as qualidades que possui, mas tem sempre em mente a expressão: Que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te glorias como se não o tivesses recebido? (I Cor 4,7); humilha-se no reconhecimento do seu próprio nada e da sua absoluta dependência de Deus, e mantém-se no lugar que lhe compete.

O humilde vê com clareza que tudo recebeu de fora, tanto na ordem da natureza: vida, corpo, inteligência, talento, saúde e força, olhos, membros, etc; como na ordem da graça. "Deus produz em nós o querer e o agir"(Fil 2,13), "não que por nós mesmos sejamos capazes de pensar coisa alguma, porque a nossa suficiência vem de Deus"(II Cor 3,5); nenhum pensamento, nenhuma decisão salutar, grata a Deus, nenhuma obra boa, nem mesmo a mais íntima, nenhuma oração. Nenhum ato de fé ou de caridade provêm do servo nem pode-se tomar completamente para si. Mesmo a cooperação com a graça, o fato de não se abusar dela e de se lhe corresponder inteiramente, é fruto da ação de Deus na vida do ministro. Quão exatas são as palavras do Apóstolo: "Que tens tu que não tenhas recebido?" Nada, absolutamente nada !

Ele sabe, todavia, que há algo exclusivamente do homem: o pecado. O humilde sabe muito bem que, abandonado a si mesmo, só disso é capaz: de pecar. Se não caiu ainda nestes ou naqueles pecados, não o deve a si mesmo, mas unicamente a Deus que, na sua infinita misericórdia, o preservou: isolado não teria podido defender-se. Como o publicano do Evangelho, reconhece-se pecador, e indigno de levantar os olhos ao céu, indigno da estima e do afeto dos homens; merecedor de ser tratado apenas como é: um pecador.

É dizer como São Francisco: "Quem és Tu, quem sou eu". É olhar para si com os olhos de Deus para conhecer-se, acolher-se e amar-se com o Seu amor. Como transbordamento de uma conversão que se dá constantemente a partir deste conhecimento saberá o ministro ser, na sua missão, o que Deus quer, o que Ele pensa, o que Ele espera.

5- Serviço:

Aquele que serve "deve 'fazer-se tudo para todos'(I Cor 9,22) a fim de conquistar todos para Jesus Cristo... Particularmente, não imagine ele que lhe é confiado um único tipo de almas..." (CIC 24)

Uma forte característica do bom ministro de música é o serviço: lavar os pés dos outros com água nova, amar a todos, dar-se sem medir, fazer a vontade de Deus... sempre no louvor, fazendo uso de uma linguagem atualizada e própria para cada instante. Aqui se pode destacar tanto a renovação do repertórios utilizados nas diversas assembléias (congressos, cursos, missas...), como o uso dos carismas em benefício do povo ao qual se serve.

É importante, neste aspecto do serviço, refletir que:

SER DA LINHA DE FRENTE é servir primeiro, buscando imitar mais de perto o Senhor, sofrendo as primeiras conseqüências, chegando antes e saindo depois.

ESTAR NA OFENSIVA E NA DEFENSIVA é servir na batalha espiritual, ao Senhor e ao seu povo. Dispor tudo para Deus indo contra a ação silenciosa, sutil ou mesmo nítida do inimigo, intercedendo para que se abra o céu num derramamento de graça. Estar atento ao que possa romper com a ação de Deus e pela graça, pela unção, defender a assembléia, "o coração do homem", contra os ardis do demônio, ou mesmo, contra as próprias tendências da carne.

O ministro de música está:

- A serviço da Trindade: Servir ao Pai, por Cristo, no Espírito, fazendo, por sua vez, a vontade de Deus - como Jesus, pobre, obediente e casto - na unção do Espírito, precisando ir onde Deus mandar, esperando, vivendo e crendo n'Ele. Por amor...

- A serviço do povo de Deus: Ë para o povo que existe o ministério de música. Este é auxílio, porte da graça. Deus realiza por meio de homens para alcançar outros homens. Não é fazer o que o povo quer e sim saber o que Deus quer fazer em favor do povo. Servir bem é, portanto, dar somente o que vem de Deus para saciar a fome e a sede do povo.

- A serviço da Igreja: Ministramos o que cremos e não a nós mesmo, e não a cultura, o conhecimento por ele mesmo, a lógica. Ministramos a verdade conhecida e experimentada, a graça recebida e transbordada, a fé acolhida e vivenciada. É indispensável a coerência entre a vida do servo e a fé professada pela Igreja, afinal, como Igreja as partes formam um todo que necessita estar em unidade e esta unidade exige conhecimento, busca da verdade, renúncia das próprias mentalidades geralmente formadas pelos ditames do mundo.

6- Disponibilidade

Numa visão generalizada aquele que deseja cuidar com fidelidade da missão à qual o Senhor lhe convidou a servir, necessita estar disposto a dar-se sem medidas. "Amar é dar-se até doer". (Madre Teresa de Calcutá). O ministro de música é igualmente chamado a sair de si, a servir. Não é um ministério para os que se servem, nem tão pouco para os que preferem servidos, mas para os que preferem oferecer gratuitamente o que recebem de Deus e o fazem por gratidão ao próprio Deus. O desejo do sacrifício deve, assim, ser como um motor que leve o eleito a sempre ir além, a dispor não somente as suas possibilidades e potências ao Senhor e aos irmãos, mas ao sacrifício cotidiano do que é lícito para unir, como a viúva no templo, o que de nós é mais precioso em favor da edificação do Reino.

Existem, contudo, algumas formas de servir-se no ministério: não participar de ensaios; não comparecer às formações; cantar ou tocar apenas o que se gosta ou quando se está bem, ou ao menos considera estar bem. Quem está neste rol precisa buscar a sua verdade pelo fato de ainda não ter entendido que ministério é serviço a Deus e ao outro.

7- Maturidade humana

Ao falarmos sobre o tema maturidade humana imediatamente imaginamos que seja o momento da vida do homem no qual alcançou o discernimento pleno para dirigir sua vida e realizar grandes coisas sozinho, no entanto, na vida cristã, o homem atinge a maturidade no momento em que conhece a sua verdade, sua pequenez, sua fraqueza, lança-se inteiramente nas mãos de Deus e colabora com a sua ação.

Exatamente porque reconhece a sua fragilidade, sua pequenez, sabe que não pode dirigir sua vida sozinho, necessita da ação do Espírito Santo sobre a sua natureza humana, porque só o Espírito desenvolve perfeitamente as suas capacidades humanas, intelectuais, espirituais, suas aptidões, até que alcance a idade madura.

Uma boa maneira de perceber como se caminha para a maturidade é poder responder, na verdade a algumas indagações como:

- Tenho compreendido que necessito me relacionar intimamente com o Espírito Santo? Sou um daqueles que agem como se o Espírito Santo não existisse? Tendo o Espírito Santo em mim, posso continuar com uma vida medíocre?

- Sou bastante dócil ao Espírito Santo, bastante disponível para seguir seus conselhos ditos em segredo ao meu coração, seus misteriosos convites? Sou capaz de responder a seus apelos pelo verdadeiro progresso que é o interior?

- Tenho agilidade diante dos impulsos do Espírito Santo? Deixo o Espírito Santo inteiramente livre para dirigir a minha vida de acordo com a sua vontade?

- Tenho colaborado com todas as minhas forças com a ação do Espirito Santo para que todas as minhas aptidões, talentos sejam plenamente desenvolvidos? Deus me deu muitos talentos a nível espiritual, humano, intelectual e eu tenho colaborado para que estes talentos se multipliquem?

- Nas minhas tribulações, nas minhas dúvidas, tenho sabido invocar o Consolador? Sou eu um obstáculo à ação do Espírito Santo em minha própria alma?

- É mais um dos caminhos que o ministro necessita, com diligência, trilhar para servir conformado ao Evangelho. Como ensina a Santa Madre Teresa de Jesus de Ávila: "Quanto mais humano, mais santo".

8- Unidade

Para que a música seja ministrada com poder, na ação do Espírito, é preciso que haja harmonia de relacionamento entre aquele que ministra a música e aqueles que irão fazer uso da Palavra; entre quem anima e quem conduz a oração; entre vocal e instrumental; entre vocais; entre instrumentistas; entre ministério e assembléia. Enfim, a unidade, que será fruto de uma graça de oração e docilidade à ação do Espírito, é essencial para que todos bebam de todo bem, graça e unção que Deus deseja derramar.

Por exemplo, após uma pregação a música a ser ministrada deve ser uma continuidade de tudo o que foi pregado, desta maneira, não haverá quebra no que estava sendo conduzido. Para haver esta harmonia entre a pregação e a música, o ministro deve estar atento o tempo todo ao que está acontecendo, ao que está sendo falado.

Em outros casos, como a Celebração Eucarística, é preciso haver coerência entre o tom da liturgia, conforme o tempo onde se está celebrando, e o serviço na música. Na quaresma não se canta o glória nem aleluia, caso o ministro não seja bem formado e faça uso de um desses cantos, estará indo de encontro com o que pede a liturgia, e isto é uma forma de se quebrar a unidade.

Existem muitas formas de construir ou de quebrar a unidade, cabe a cada ministro o zelo pelo conhecimento pessoal das mentalidades que se traz quanto ao "ser" e o "fazer" o melhor, como no que diz respeito ao conhecimento intelectual de liturgia, oração de grupo, animação, da mesma forma, que o conhecimento da vontade de Deus para cada instante em que se serve. Sem docilidade e disponibilidade a Deus e aos irmãos não se constrói a unidade.

9- Postura

Para ministrar com poder também é preciso um cuidado com a aparência, pois o músico deve sempre ter a postura de servo, para Jesus aparecer no seu lugar. Outrossim, como o músico é templo do Espírito Santo (I Cor 3, 6), deve cuidar do templo que é ele mesmo e vestir-se com sobriedade, usando roupas que não provoquem sensualismo. Não vista-se com exuberância, mas com simplicidade. Para facilitar, é bom até que se tenha um uniforme, algo simples, para ser usado nas apresentações, eventos ou missas e dar um toque especial na unidade.

A postura do músico não deve ser a de aparecer com seu instrumento ou sua voz, mas de deixar Cristo aparecer em si mesmo. É importante que o músico cante com o corpo todo, mas que não faça gestos exagerados nem escandalosos.

O músico não precisa focar escondido atrás das caixas ou do seu instrumento. Há pessoas que se escondem atrás de uma guitarra, ou de um teclado, para não deixar que Jesus o cure e o toque!

Outra dica importante é evitar conversas paralelas que não estão no contexto do evento e que não hajam certos tipos de brincadeiras, durante a atuação do ministério, ou melhor, a sobriedade caminhe ao lado de todo aquele que se dispõe ao serviço.

10- Alegria

São Tiago nos diz: "Está alguém alegre? Cante salmos" (Tg 5, 13).

A alegria é a expressão maior de quem tem Deus no coração. Dizia Santo Agostinho: "Um Santo triste é um triste santo!". O coração e o rosto do músico devem transbordar de alegria, pois não convence ninguém um cantor que ministra sem a graça do louvor e da alegria.

"Alegre-se o coração dos que buscam o Senhor" (Sl 105, 3).

Para acessar o site desta postagem:

sábado, 2 de outubro de 2010

VOCÊ SÓ OUVE E CANTA MÚSICA CATÓLICA?!?! Por Rafael de Angeli


Hoje, a maioria dos meus amigos, quando entram em meu carro ou quando vão em casa, já se acostumaram com as músicas que escuto e que canto... Quase que 90% das vezes eu ouço música católica! Sem contar com o pessoal do meu ministério de música (Canal da Graça), que também faz a mesma coisa (risos).
Algumas pessoas (até alguns dos meus familiares), às vezes me perguntam se eu não canso de ouvir músicas que falam de Jesus, de Maria, dos Anjos, etc... Neste artigo vou explicar o poder da música nas nossas vidas.
A Bíblia nos mostra, em Atos 16, 14-34, que Paulo e Silas haviam ido à cidade de Filipos para pregar a Boa Nova do Senhor, e, durante a missão, após terem expulsado o demônio que levava uma mulher a adivinhar, foram entregues às autoridades, que mandaram açoitá-los e prendê-los no mais úmido e escuro cárcere. Os apóstolos estavam com o corpo coberto de chagas, escoriações, e ainda por cima com os pés presos ao cepo.
O mais interessante ocorre quando “pela meia noite, Paulo e Silas rezavam e CANTAVAM um hino a Deus, e os prisioneiros o escutavam. Subitamente, sentiu-se um terremoto tão grande que se abalaram até os fundamentos do cárcere. Abriram-se logo todas as portas e soltaram as algemas de todos”.
Amigos, músicos de Deus, vejam que exemplo de atitude de um servo, mesmo surrados, açoitados, com chagas, e com o corpo todo moído, louvavam ao Senhor... Foi através do canto, que revestido do Espírito Santo, abalou até os fundamentos do cárcere e libertou todos os prisioneiros daquele lugar!
O músico deve ter esta consciência: independente da dificuldade com a qual se encontra, tem que ter ao menos uma noção da responsabilidade de tocar uma música revestida do alto, revestida pelo Santo Espírito de Deus.
Quantas pessoas são algemadas pelo pecado, pelos vícios, pela escravidão do mundo, levando-as à morte?
O canto, quando revestido pelo Espírito de Deus, é capaz de libertar os homens de qualquer prisão, de qualquer opressão que os assola.
O mais interessante desta passagem é quando a palavra diz que até os fundamentos do cárcere foram abalados. O Canto do Espírito Santo não pára por aí... Quando a música do Senhor é cantada, até os fundamentos do inferno são abalados! Pessoas são curadas, libertadas e o inferno é abalado!
Pense nisso!
Jesus abençoe!

domingo, 26 de setembro de 2010

O QUE É MÚSICA PRA VOCÊ? Respostado Rodrigo Wendy, coordenador, violonista e voz no Ministério ORE

 
Bom, pra mim a música é a extensão de um sentimento!
 
   Assim como rir é a extensão da alegria e afloramento da felicidade. Assim como as lágrimas
falam quando estamos tristes. Assim como o tremer dos músculos identificam o frio no corpo.
A música consegue trazer à tona qualquer sentimento contido no íntimo do nosso coração.
   Algumas pessoas são orgulhosas demais pra chorar, mas cantam. Outras sentem vergonha
de sorrir demais e por isso cantam. Outras nem cantar sabem, mas entoam canções maravilhosas
nos dedos, ou no sopro, ou num batuque...
   A música nada mais é do que a extensão do coração! Sendo assim, a música direcionada a Deus
nada mais é do que a extensão da minha ORAÇÃO e do meu anseio por ser divino!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

MÚSICA É UM PODEROSO MEIO DE APOSTOLADO por Dom Eusébio Sheid

 

Música é um poderoso meio de apostolado, afirma cardeal.


No entanto, Dom Eusébio Scheid diz que \"música medíocre e com letras banais não evangelizam ninguém\".


Segundo o cardeal arcebispo do Rio de Janeiro, a música é um poderoso meio de apostolado.
Dom Eusébio Scheid recorda que a Igreja Católica emprega-a muito nas celebrações e conta, inclusive, com ótimos corais em diversas paróquias.
Em artigo enviado a Zenit essa semana, o arcebispo afirma que "temos, também, entre os nossos compositores populares, exímios pregadores da Palavra cantada, que vêm desenvolvendo um excelente trabalho de evangelização através da música".
Mas Dom Eusébio enfatiza que se trata, "porém, de um campo que requer permanente cuidado, no sentido de jamais se abdicar da qualidade, pois música medíocre com letras banais, e até mesmo erradas, não evangelizam ninguém. Tornam-se, quando muito, meio de diversão superficial, distração".
O cardeal explica que "a sublimidade da música reflete a transcendência que, dentre todas as criaturas, somente o ser humano é capaz de almejar, pois foi criado por Deus para tal".

"Consideremos que Deus é a harmonia plena. Nele não há dissonância. Nós fazemos parte do grande concerto universal, conduzido pelo Divino Regente", escreve o arcebispo.
"Freqüentemente, porém, desafinamos, cometendo falhas inerentes à nossa imperfeição. Isso, naturalmente, contradiz o que Deus pede de nós, como imagens suas, cuja história deve reprisar a beleza e a harmonia divinas. Ele é o acorde cheio, perfeito, do qual os grandes músicos conseguem haurir a inspiração, traduzindo em suas composições algo da Perfeição Infinita".

E o cardeal cita que muitos dos gênios compositores que a história conhece se notabilizaram também na música sacra.
É que "a música sacra tem o dom de nos aproximar mais intimamente de Deus, pois coloca a inspiração, recebida D´Ele, em função do louvor de sua glória".
Dom Eusébio explica ainda que se pode encontrar uma raiz da música sacra nos próprios Salmos. Recorda que o termo "salmo" (em hebraico mizmor) já significa um tipo de canto, do qual a Bíblia registra 150 composições.
"Na Sagrada Escritura, a música aparece destinada ao louvor a Deus. Este é o grande ideal. Porém, não se excluem as festas, inclusive com danças, as comemorações, as celebrações de todo tipo, sejam profanas, sejam sacras. A Bíblia nos dá uma panorâmica completa sobre a música e o canto primogênito de Israel".
"O canto de louvor é uma oração modulada, harmoniosa. Quem cultiva o hábito de rezar já desenvolve a harmonia interna da própria atitude de falar com Deus. Se consegue colocar isso em canto, ou em música, melhor ainda", escreve o arcebispo.
E confessa que acredita "que no céu vamos saborear muita música: mais sublime, mais extraordinária do que qualquer uma que conhecemos, divinal... Será uma das expressões da nossa felicidade plena, na comunhão eterna com Deus".

Fonte: Dom Eusébio Scheid .